
“Pido por tus besos, por tu ingrata sonrisa, por tus bellas carícias,
eras tu mi alegria”
- Uma infinita vontade chorar.
Voltei de Salvador, após passar uma semana “sem problemas”, tudo
parecia se resolver com uma naturalidade, logo também com o meu
esforço.
Tenho tentado aprender a lidar com as novas situações e no rumo que
dei e que estou dando à minha vida. Parece tudo tão fatídico, pesado,
mas não saberia me expor de outra forma.
Volto para cá com a sensação de que fui lá e dei o meu melhor, que
realmente me esforcei e que já não brincava comigo mesmo.
Revi quem deveria e sonhei com quem não. Mas resisti a mim mesmo, aos
meus desejos à minha ânsia...
O pai de meu primo morreu de câncer...Foi a primeira notícia que tive
assim que cheguei. E isso me deu uma coisa... um estado de não
compreensão perfeita das coisas. Outro dia, estávamos nós a conversar sobre qualquer coisa e ele a falar de mais um mestrado que abandonaria...Não tinha um contato constante com aquela pessoa de barba e cabelos brancos, que cheirava a fumo e que falava tão difícil, que escrevera um livro com seu próprio alfabeto. E viera de São Paulo paara se apaixonar pelo seco chão do Sertão e seu mundo frutífero de maravilhas. Tenho a sensação de que qualquer hora vou dar uma passada lá na casa dele e que ainda estará lá, sempre solicito, me oferecendo café e contando as suas verdades, pois as minhas ele dizia serem verdades que não lhe fazia referência ( “uma junventude jovem demais”), as suas lhe fazia mais sentido.
Nunca vou a velórios.
Vim um filme chamado Bem X (Benix – eu não sou nada em neerlandês) – bem na hora do jogo brasil e chile, só me assustava com os fogos, sabia que o Brasil ganhava...não queria ver.. ando um pouco de saco cheio de copa.
Tive vontade de ver Mariana - e fui lá, ela não estava - fui de novo, ainda não havia chegado, ganhei um sermão do pai dela e quase chorei. De pronto, percebi o quanto estou fragilizado, o quanto tenho abstraído as coisas que me machucam para ver se elas perfuram pouco. Me decepcionei profundamente com Natan – de tal forma que nem consigo odiá-lo, ou qualquer outra coisa do gênero, sinto que posso esquecer o que ele fez, o que se omitiu em fazer...sublimar.
Fazia tempo que não escrevia. Faz tempo que tenho procurado ser mais forte, mais racional, ser como eu mesmo – romântico, emotivo, verdadeiro - custa tão caro. De vez, em vez se tira um pedaço da carne, da alma.
Eu tenho um anjo da guarda forte demais! Tem trabalhado bastante, tem sido uma investida difícil, um caminhar pedrogoso. Mas não é só pra mim, né?
- Pensar assim conforta.
E ando carecendo, necessitando disso.
Amon
