2010-07-28
Erro.
Posso Errar?
Por Leila Ferreira
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”.
Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, super oleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro "Mulheres – Por que será que elas..."
2010-07-26
2010-07-22
Elogio à Loucura
Um dia, paramos e nos perguntamos:
- “De onde viemos, o que somos para onde vamos?”
Eis que estão as três perguntas que movem o mundo e num plano micro nós mesmos. Ainda que, muitos não se pergutem essas coisas ou as não faça em conjunto, tem-se a certeza da real efetividade que elas promovem. Porquanto a partir delas o que nos rodeia ganha forma, referência e até conteúdo.
Criamos histórias das mais fantasiosas para podermos ir seguindo, porque parar já não é mais permitido (nem sei se alguem dia já fora). Pomos nossos valores, desejos na necessidade de nos colocarmos no mundo, para que eles nos faça sentido e assim nos sintamos à vontade, libertos dos nossos medos, da nossa mente.
E é na mente que tudo começa e tudo se finda. Que o nosso corpo reconhece as coisas, que nos faz andar, nadar, senti, sermos “semi-autômatos” e ainda criar a ideia que somos senhores de tudo embebidos na nossa “vã” arrogância, tão pretérita na condição de ser humano.
Somos uma tábua rasa a qual vamos nos condicionando, ou não; aceitando, ou não; estabelecendo, ou não… e assim, criando a “tal” personalidade própria, individual e intrínseca de cada indíviduo.Somos tão parecidos e tão diferentes! Uma lógica aparentemente falsa, visto que estamos partindo de um referencial tão diverso com 06 bilhões de vidas. E isso é fantástico e aterrorizante.
Muitos foram atrás do que éramos, de onde viemos e nos supreendem até hoje – cada vez mais – de tal forma que, existem aqueles que preferem não crer, mesmo diante de fatos diante de seus olhos, à prova de todos os seus sentidos. Não aceitar é mais fácil, dá estabilidade e evita-se riscos.Outros tentam entender qual a sua condição nesse planeta, ontologia, para não acreditar piamente naquilo que seus sentidos teimam em afirmar e que sua teimosia teima em não aceitar ou não entender. Há ainda os que caem na empreitada de nos projetarmos para além da matéria, do vestígio, do palpável. Seremos parte do cosmos? Reencarnaremos suscetivamente? Carbono? Pó?…
Diante de tudo isso, eu me pergunto:
- De onde venho, o que sou e para onde vou?
E sem cair no plano metafísico, ficando aqui com o pézinho no chão. Cobro-me uma resposta.
Eu já quis “Ir-me embora pra Pasárgada”. Mas era longe demais e o caminho não muito claro.
Diga-me Chérie, que assim como Alice. Devo caminhar para onde eu queira chegar. Todavia, há tantos caminhos. Mas aos poucos, cada vez mais, menos fárois fazem sentido.
Amon
“Não tem quem te elogie? Elogia-te a ti mesmo”
“Sem alegria, a vida humana nem sequer merecia o nome de vida. Mergulharíamos na tristeza todos os dias, sem com essa espécie de prazeres não dissipássemos o tédio que parece ter nascido conosco.”
“Dizei-me por obséquio: um homem que odeia a si mesmo poderá, acaso, amar alguém?”
Por Loucura, em Elogia à Loucura de Eramos de Rotterdam.
A parti de hoje, darei uma dica de livro e filme para mês. Parece pouco, mas é o tempo que me resta. De cara ofereço: Elogio à (ou da) Loucura, de Rotterdam. Pequeno, conciso e muito bom, divertido. E um filme: sansom and dalilah (Snão e Dalila), 2009 - filme australiano que mostra a relação do homem aborígene em uma Austrália atual, melhor a falta de relação dele. (Muito bom)
2010-07-20
É hora de seguir mais uma vez

"Não era amor era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor,
eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não
era
amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem
medo. Não
era amor, era melhor". Martha Medeiros
"Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de Dor de Cotovelo.
Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um Amor Mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.
Por que isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto.
Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim.
Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que Não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais.
Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim.
Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado.
Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.
Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez.
Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade.
Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo.
Isso é que libera a gente para Ser Feliz Novamente."
(Arnaldo Jabor)
"Fico tão cansado às vezes, e digo pra mim mesmo que está errado, que não é
assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. E
fico horas sem pensar absolutamente nada: (...)
Claro, é preciso julgar a si
próprio com o máximo de rigidez, mas não sei se você concorda, as coisas por
natureza já são tão duras para mim que não me acho no direito de endurecê-las
ainda mais." - Caio Fernando Abreu -
"Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem
controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença.
Invadem, machucam, alegram (...) " Caio Fernando Abreu.
2010-07-18
(Post de 19 de Abril de 2007)
E mesmo que eu não possa, estou deixando. Mais uma fase, é claro.
Ultimamente estou abrindo mão das coisas. Desapego aos valores materiais, dirão alguns. Não é bem assim, digo eu.
Estou abrindo mão de valores não materiais também. Antigos sentimentos, lembranças, emoções, essas coisas. Abri o ralo.
Coisas de que eu gostava, por exemplo. Já não dou mais importância. Ou a devida importância. Recaída, a velha depressão de volta, diriam alguns. Realmente, pode ser, digo eu.
Não consigo mais fazer as coisas com paixão. Este texto mesmo, está saindo burocrático, sem inspiração nenhuma. E vocês devem estar percebendo.
Inclusive, estou fazendo um esforço hercúleo para escrever. Hoje está difícil.
Mas não vou deixar este mister para trás. Não por hora. Sem previsão.
Estou também deixando para trás pessoas. Reciclando, diriam alguns. Tanto faz, digo eu. É engraçado como num momento algumas pessoas fazem parte da nossa vida quase que em tempo integral, noutro momento se tornam completos estranhos. Onde havia amor, carinho, paixão, amizade agora existe vácuo. Mas tenho lançado mão de nostalgias também. Até este vácuo não me afeta muito. Paciência.
Dizem que você só pode perder alguma coisa, se algum dia já a possuiu. Pois é, muito sábia, a frase, mas também estou evitando possuir para não ter que perder depois. É uma lógica meio ilógica, reconheço, mas tenho certeza que vários de vocês já fizeram isso na vida. Fases, fases.
Qualquer dia desses eu escrevo sobre a minha Teoria da Vida Medíocre. Medíocre no sentido real da coisa. De estar no meio, ser mediano. Nem genial nem idiota. No meio. Nem rico nem pobre. Classe média. Nem feliz nem triste. Normal.
E estou me esforçando para levar a vida da forma mais medíocre possível. Evito os altos, fujo dos baixos, na montanha-russa da vida.
E vou deixando para trás tudo aquilo que possa interferir no equilíbrio da minha linha da normalidade.
E preciso comprar um barbeador elétrico. Onde vende barbeador elétrico? Não vejo a hora da espécie humana evoluir mais. Pêlos nascendo no rosto ainda é uma coisa muito primitiva.
Nos achamos o máximo, mas ainda somos muito primitivos. Ainda não temos a capacidade de fazer uma porção de coisas.
Mas isso não é problema meu. Abro mão também.
Não é um texto meu..
É do Rick Lucas
2010-07-13
Perdido nesta dança
Lost in this dance
Don't know how it happened to us but we're here again
The odds are stacked we have to believe there's time
With the sun going down behind buildings surround it's like a tomb
I won't give up till I find what I'm looking for....tonight
You and I must find each other
Even if I'm blind from glaring lights
Even if it takes all night
Lost in love with you
Do you know the way that I should turn
Do you know that I have learned
I'm lost in this dance with you
Making my way through the city streets (they're) so loud and rushed
Passer-bys that resemble your face deceive
Pull your picture from my pocket to remind myself, no need for clues
I keep on searching, it's you that I'm looking for...tonight
You and i must find each other
Even if I'm blind from glaring lights
Even if it takes all night
Lost in love with you
Do you know the ! way that I should turn
Do you know that I have learned
I can see that you can see a love that can't compare
Really isn't fair after all
Even if I'm blind from glaring lights
Even if it takes all night
(Lost in love with you)
Do you know the way that I should turn
Do you know that I have learned
I'm lost in love with you
Looking up and down and all around
Looking for what can't be found
Lost in love with you
Shadows on the wall appear to be
But shadows never what they seem
I'm lost in this dance with you
Fale com a minha mão.
Tem uma versão ao vivo engraçadíssima também...
:P
2010-07-09
No Cars Go
]
No Cars Go
Arcade Fire
We know a place where no planes go
We know a place where no ships go
(Hey!) No cars go
(Hey!) No cars go
Where we know
We know a place no space ships go
We know a place where no subs go
(Hey!) No cars go
(Hey!) No cars go
Where we know
(Hey!)
(Hey!)
(Cars go!)
(Hey!) Us kids know
(Hey!) No cars go
Where we know
Between the click of the light and the start of the dream [4x]
I don't want any pushing, and I don't want any shoving.
We're gonna do this in an orderly manner.
Women and children! Women and children!
Women and children,
Let's go!
Old folks, let's go!
2010-07-08
Sessão: Citações.
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Fernando Pessoa
A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe.
William Shakespeare
Chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrair outras.
William Shakespeare
Um fogo devora um outro fogo. Uma dor de angústia cura-se com outra.
William Shakespeare
O pensamento é escravo da vida, e a vida é o bobo do tempo.
William Shakespeare
A amizade é um amor que nunca morre.
Mário Quintana
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Mário Quintana
No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...
Mário Quintana
Os homens graves e melancólicos ficam mais leves graças ao que torna os outros pesados, o ódio e o amor, e assim surgem de vez em quando à sua superfície.
Friedrich Nietzsche
Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.
Friedrich Nietzsche
Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado.
Albert Einstein
Eu nunca penso no futuro. Ele não tarda a chegar.
Albert Einstein
A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.
Oscar Wilde
A vida é muito importante para ser levada a sério.
Oscar Wilde
Toda a gente é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo. Ver com agrado os seus êxitos exige uma natureza muito delicada.
Oscar Wilde
Há duas tragédias na vida: uma a de não satisfazermos os nossos desejos, a outra a de os satisfazermos.
Oscar Wilde
Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado.
Oscar Wilde
Se queres prever o futuro, estuda o passado.
Confúcio
A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido.
Confúcio
Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.
Confúcio
Ver o bem e não fazê-lo é sinal de covardia.
Confúcio
Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.
Charles Chaplin
Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.
Charles Chaplin
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
Charles Chaplin
Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
Charles Chaplin
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice Lispector
Ah... Eu hoje acordei.. cheio de citações... cheio de coisas nas cabeça... rs... Que besteira. =)
Amon
2010-07-07
Luto

Luto
Caetano Veloso
2005
Ai, meu carnaval...
Que é que 'cê fez,
Homem ruim?
Ai, pobre de mim,
Mais uma vez
Fiquei tão mal
Do início ao fim
Dessa festa que meu pai me deu para treino
espiritual.
Não fale em mágoa de amor comigo,
Ciúme, culpa, rejeição: não ligo.
Quero polir meu coração de pedra
Em frevos místicos
Na luz que medra
Por entre as máscaras, caras e lâmpadas
E mesmo a estampa das
[camisetas de reclame -
Não me chame, não me odeie, não me ame.
Não, meu carnaval,
Não pode ser
Que eu já perdi;
Não, ponto final:
Eu e você
Acaba aqui,
Sem carnaval -
Essa festa que meu pai me deu para treino
espiritual.
Agora é só cinza na cabeça;
Desapareça, por favor, da minha frente.
A minha mente está na Castro Alves,
Na Rio Branco, no Marco Zero,
Maracatu, Sapucaí - eu quero
- E o camarote e cada anúncio de produto.
'Tou com raiva, 'tou com pena, 'tou de luto.
Ai, meu carnaval...
Vou recompor
Meu coração.
Ai, não tem perdão
Pra quem vetou
O ritual
Da inspiração -
Essa festa que meu pai legou para treino espiritual:
Meu puro amor, o carnaval.
© Ed. Natasha Enterprises Ltda
BR-TPA-05-00185
Ficha técnica da faixa
voz: Gal Costa
guitarra acústica: Marcus Teixeira
piano, teclado, baixo synth e percussão eletrônica: Cesar Camargo Mariano
bateria: Daniel de Paula
percussão acústica: Márcio Forte
O que diabos está ocorrendo comigo? Tempos de crisis? Jesus Maria José! Tem de se chamar os três, para ve se da conta rápido do problema... Ou vai ou desce! Meu filho, te garanto: VAI! Na Marra!
Y qué quiero yo?

Y todas las personas
me preguntan sobre
todo
de que voy
hacer.
Y yo aun lo intento
Darles respuestas
Que son ilógicas
a mi.
Y todo que
pasa
Y todo que
se queda
Y todo
Y todo...
A mi me gustaria volar
A traves de un cielo
Lleno de estrellas
A mi me gustaria
me quedar
En mi casa
Solo con una vela
Acesa...
A mi
A ti
Solo
quiero
No cambiar más.
Amon
2010-07-06
Desesperador

Dado o tempo que passa-se dentro de câmaras refrigeradoras esperando a necessidade de as pessoas terminarem as suas precisões
Faz-se de como tudo que se faz em prol
De algo que desconhecemos
Visto que a hermenêutica apresentada é irrisória em sua totalidade
Contudo a profusão de acontecimentos e as reminiscências
Resulta paulatinamente ou melhor concomitantemente a isso tudo:
Sigo amando.
(Incrível, e desesperador)
Eli et Papillon - Une chanson pour tout dire (Uma canção para dizer a todos)
2010-07-02
Amber

-
Amber
311
Brainstorm, take me away from the norm
I got to tell you something
This phenomenon, I had to put it in a song
And it goes like
Chorus:
Whoa, amber is the color of your energy
Whoa, shades of gold displayed naturally
You ought to know what brings me here
You glide through my head blind to fear
And I know why
(Chorus 2x)
You live too far away
Your voice rings like a bell anyway
Don't give up your independence
Unless it feels so right
Nothing good comes easily
Sometimes you gotta fight
(Chorus)
Launched a thousand ships in my heart
So easy, still it's fine from afar
And you know that
Whoa, brainstorm take me away from the norm
Whoa, I got to tell you something
Eu ia postar uma música de Sia chama "Breathe Me".. depressão demais. Achei essa mais legal, espero que gostem.















