2010-11-04

Lunes de Carnaval



Era lunes de carnaval
Hacía tiempo que no lo veía.
Por alguna insistencia de mi inconsciente
resolví salir y verlo.
Mi pecho hacía fiesta
Era el amor haciéndose palpable.
Salimos, descendemos la avenida..Y yo estaba feliz.
Bebía, sonreía.
Él también.

Sin tiempo para mucho pensar
Mi cuerpo paró.
Mis ojos cerraron, no aceptaban en ver.
En el pecho, que antes batía un corazónen felicidad;
ahora lloraba un niño que sentía dolor.
Mis ojos se negaban delante de lo lloro...La cerveza, que se calentó de tanto calor que se desvaneció de aquel cuerpo.
Mirándole, allí no había nada.
La música cesó.La risa desapareció.
La felicidad tomó otro rumbo.
Una voz a su oído:"Vaya aunque, usted no merece eso."
El cuerpo no se meneaba,
el dolor sólo aumentaba.
Había tanto para ser.Había tanto de vivir.
Por qué de aquello todo?
Pero, mi amor murió el lunes de carnaval.
Mi amor murió en día de fiesta.

2010-10-20

Passeio Socrático


Achei esse e-mail de André perdido sem ser lido por no meio de tantos, vale a pena lê-lo.


Passeio Socrático

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças.
"Quem trouxe a fome foi a geladeira", disse. O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc.

A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável. É próprio do humano - e nisso também nos diferenciamos dos animais - manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.

A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais. Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis.
Parece-me desumano comer de ou sozinho, retirando o alimento diretamente de panela.

Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos "Manuscritos econômicos e filosóficos" (1844), ele constata que "o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens.

Portanto, em si o homem não tem valor para nós." O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos.
As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à loucura da exclusão. Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito.

Ora, se dizem a nós que um aborígene cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém. Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinho guardado na adega, uma jóia? Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife. Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em Cinderela...

Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.

Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.
Comércio deriva de "com mercê", com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas.

Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira. Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo. "Nada poderia ser maior que a sedução" - diz Jean Baudrillard - "nem mesmo a ordem que a destrói." E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.

Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo. "Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo.
Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas.
E, assediado por vendedores como vocês, respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz".

FREI BETO

2010-10-10






TU

Entraste.
A sério, olhaste a estatura, o bramido e simplesmente adivinhaste:
uma criança.
Tomaste, arrancaste-me o coração e simplesmente foste com ele jogar como uma menina com sua bola.
E todas, como se vissem um milagre, senhoras e senhorias exclamaram:
- A esse amá-lo?
Se se atira em cima, derruba a gente!
Ela, com certeza, é domadora! Por certo, saiu duma jaula!
E eu júbilo esqueci o julgo.
Louco de alegria saltava como em casamento de índio, tão leve, tão bem me sentia.
Vladimir Maiakóvski


"Construiu un mundo exacto
Acabado e perfeito
Cada coisa calculada
Em seu espaço e a seu tempo
Eu que sou um caos completo
Uma entrada uma saída
Uma regra e uma medida
São conceitos que não entendo

E agora está aqui
Querendo ser feliz
Chorando como um menino
O seu destino"
Pés Descalços, S. Mebarak


2010-10-07

NÂO VOTE EM SERRA, VOTE NULO.


Caro leitor,
Eu adoraria que a minha candidata Marina (da) Silva, do Partivo Verde tivesse ganhado. Eu acredito que ela era melhor, que tinha a melhor proposta de governo para o nosso país. Apesar de ter feito escolhar ruins, visto o complicado partido em que está.

Assim, venho lhe pedir para votar em Dilma do PT para o cargo de presidente do Brasil. Diante dos governos que tivemos e a pouca democracia a qual tivemos de gozar. Vote nela. Vote em NULO, mas não vote em Serra.



Não vote em SERRA.


2010-10-03

Clichê





Maglore
Composição: Teago Oliveira

Pode ser assim
Como um beijinho de passarinho
De uma leveza perspicaz
Quando eu dou por mim
Eu não estou mais tão sozinho
Tenho a beleza da cidade

É que assim talvez
A vida é boa
E tão a toa custa a acreditar
E tudo que acontece
A gente teme
Na certeza desse caminhar

E quero que você me leve
Do seu jeito e do seu modo
Não quero que você carregue
Nenhum peso pelo medo de gostar
Às vezes de um clichê

Posso ser assim
Um pouco alheio do seu ser
Mas é meu jeito de viver
Nenhuma frustração
Calejaria o coração
Sem essa gana de vencer

E quero que você me leve
Do seu jeito e do seu modo
Não quero que você carregue
Nenhum peso pelo medo de gostar
Às vezes de um clichê


Dica de Fabrício. Obrigado, moço. =D

2010-10-01

É necessário.



"É preciso correr os riscos. só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.
Todos os dias Deus nos da junto com o sol - um momento que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes.
Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem e sera igual a amanhã. Mas quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no instante de silêncio, logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais.
Este momento existe - um momento em que toda a força dasa estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres.
A felicidade as vezes é uma benção, mas geralmente é uma conquista.
O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos.
Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões - mas tudo é passageiro, e não deixa marcas. E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé.
Pobre de quem teve medo de correr os riscos. Porque este talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem "sofra" como aqueles que tem um sonho a seguir.
Mas quando olhar para trás - porque sempre olhamos para tras - vai escutar seu coração dizendo :'o que fizeste com os talentos que teu mestre te confiou?'
Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. "Então esta é tua herança: a certeza de que desperdiçaste tua vida"
Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditara em milagres, mas os instantes magicos da vida já terão passado."

PAULO COELHO (Na margem do rio piedra eu sentei e chorei)


Obrigado a todas boas coisas pelo milagre concedido. Esse livro me lembra manoel.. =)

2010-09-20

Necessita-se de um milagre

Dos milagres

O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!


Autor: Mário Quintana

Lyrics to By Some Miracle :
(1, 2, 3, 4)
As I gave in to temptation
I've straighten across the line
Keep it under wraps in the cold store
Put it to the back of your mind
Put it to the back of your mind


But by some miracle
I've just got away with it
I've clawed it back again
By some miracle
I've just got away with it
I've clawed it back
I'm crawling back again


As a black dog down in the basement
Is barking out my name
Snapping at my heels when I falter
Kick it but it won't go away
Kick it but it won't go away


But by some miracle
I've just got away with it
I've clawed it back again
But by some miracle
I've just got away with it
I've clawed it back
I'm crawling back again


(Put it back, put it back, put it where you found it)

2010-09-17

Buen Día

lecturas-DibujoIsol A surpresa de encontrar algumas coisas, melhor reencontrá-las e felecidade nisto. Tristeza em constatar erros e ter a capacidade de sentir que é assim que a carruagem tem de seguir. Achei esse textinho perdido em meu e-mail de Rodrigo o qual gosto muito. Reflexivo e direto. Vou postar umas imagens de Isol a antiga vocal do Entre Ríos, desde sua saída, melhor, antes ela já desenhava, mas não com muita intensidade. Eu também tô pondo uma faixa do cd dela com o projeto zypce, que é bem diferente do que ela fazia no Entre Ríos, bem mais experimental.

0087_topito_birolo_isol_03 voz galeria-15-Isol isol

*Misanthropy

Vejo que não estas mais tão alegre
Foste para os abutres deixado
Vaza a esperança que te corrompe

Platônico, impor que te integre
Utopia de seu desejo esturrado
Harmoniza esse vil que te rompe

Quero ver seu sorriso antigo
Que me orgulhece ao dizer
Será sempre meu amigo

Vejo que não estas mais tão alegre
Foste para os abutres deixado
Vaza a esperança que te corrompe

Platônico, impor que te integre
Utopia de seu desejo esturrado
Harmoniza esse vil que te rompe

Quero ver seu sorriso antigo
Que me orgulhece ao dizer
Será sempre meu amigo

Rodrigo Carvalho

Tambor

Otra Suerte Ondo Version

Todo lo que sé aún no lo aprendí
todo lo que veo es para descubrir
y es tan pronto para irme de aquí
Levanto mi vista para imaginar
usando las horas para ver pasar
y aquí hay tanto tiempo que intentar
Estoy para burlar mi suerte
apuesto que no sé perderte
nunca gano nada
cuando te vas...
Andas, porque solo te echo de menos
porque estoy, hecho de menos

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AMon

2010-09-12

Um Dia Normal




Artista: Julieta Venegas
Album: Si
Canción: Andar conmigo

Hay tanto que quiero contarte,
Hay tanto que quiero saber de ti,
Ya podemos empezar poco a poco,
Cuentame que te trae por aqui,
No te asustes de decirme la verdad,
Eso nunca puede estar así tan mal,
Yo tambien tengo secretos para darte,
Y que sepas que ya no me sirven más,
Hay tantos caminos por andar,
Dime si tu quisieras andar conmigo, oo, ooo,
Cuentame si quisieras andar conmigo, oo, ooo,
Dime si tu quisieras andar conmigo, oo, ooo,
Cuentame si quisieras andar conmigo
Estoy anciosa por soltarlo todo,
Desde el principio hasta llegar al día de hoy,
Una historia tengo en mi para entregarte,
Una historia todavia sin final,
Podriamos decirnos cualquier cosa,
Incluso darnos para siempre un siempre no,
Pero ahora frente a frente aqui sentados,
Festejemos que la vida nos cruzó ,
Hay tantos caminos por andar,
Dime si tu quisieras andar conmigo oo, ooo,
Cuentame si tu quisieras andar conmigo oo, ooo,
Dime si tu quisieras andar conmigo oo, ooo,
Cuentame si tu quisieras andar conmigo oo, ooo,
Si quisieras anadar conmigo
Si quisieras andar conmigo
SI quisieras andaar conmigo
Si quisieras andar conmigo




Frente a Frente
Enrique Bunbury

Queda, que poco queda
De nuestro amor
Apenas queda nada
Apenas mil palabras quedan

Queda solo el silencio
Que hace estallar
La noche fria y larga
La noche que no acaba
Queda

Solo quedan las ganas
De llorar
Al ver que nuestro amor
Se aleja
Frente a frente
Bajamos la mirada
Pues ya no queda nada
De que hablar, nada

Queda poca ternura
Y alguna vez
Haciendo una locura
Un beso y a la fuerza
Queda

Queda un gesto amable
Para no hacer
La vida insoportable
Y asi ahogar las penas,
Queda

Solo quedan las ganas de llorar
Al ver que nuestro amor se aleja
Frente a frente
Bajamos la mirada
Pues ya no queda nada
De que hablar, nada

Solo quedan las ganas de llorar
Al ver que nuestro amor se aleja
Frente a frente
Bajamos la mirada
Pues ya no queda nada
De que hablar, nada
No queda nada
No queda nada
De nuestro amor, apenas mil palabras
Frente a frente
Bajamos la mirada
Ya no queda nada
Nada, nada, nada
No queda nada
Nada

2010-09-05

Meu Bem

Meu Bem

É melhor assim, meu bem

Tentamos e fizemos o que havia de ser.

Nos permitimos

E buscamos o querer,

A vontade, o desejo,

A gana...

Sentemos à beira do cais

E vejamos para onde

Nossas vidas vão viajar.

Olhemos, olho no olho

Libertando cada promessa

Não cumprida,

Cada marca de ferida.

Acreditemos que assim

Vai ser melhor

Há um novo caminh para cada um...

As cordas precisam ser desatadas...

Há de ser assim.

AMon

2010-09-04

Alfajor


Alfajor

Verdades pertubam o jovem Alfajor

Mentiras que inventa, acredita, salienta

Pisca o olho devagar

Não quer perder nem um momento

Espreita o movimento a ganhar

Se esconde, se espreme, se ajeita.

Bebe um pouco de ar

Sorri como conta a lenda

Que o último sorriso a alargar

Não é quem paga a prenda

Chora, Chora à noitinha

Medo da escuridão

Dorme com vela

Sente a solidão

Pobre Soldado, Menino Alfajor

Tem medo de sorrir

E sorrir melhor.

AMon



2010-09-02

Do Dia: AjudaR?

Ah... Vi esse vídeo no Miolão e achei tocante. Essas coisas me fazem pensar..





E como comigo nada é fácil..
Eis que sou aprovado num concurso da Uneb, que eu nem mais lembrava de tal feito... mas para Camaçari. Estou lutando para poder assumir por aqui =D

2010-08-31

Chèrrie






"Cadê, Chèrrie, o coelho?"




Ele poderia ter acreditado no que via e ter saído correndo desesperado tentando encontrar uma explicação. Assim, teria descoberto que tudo que havia entendido como verdade, era só a sua verdade.
Então, mais uma vez desesperadamente mataria todos os seus fantasmas, criaria um tempo realmente destinado ao passado – não faria mais confusão. Invocaria traumas para poder seguir em frente, sofreria como um cão, perderia tantas noites de sono...
Por sua cama passaria corpos tão cheios de vida, e tão cheios de nada. Faria busca insana por um novo e reconfortante amor e acreditaria que esta possibilidade estaria fora do palpável . Dormiria tantas vezes só. Comeria, sorriria, beijaria tantas vezes só.
Nem haveria a percepção do quanto cresceu e que sua luta não mais se limitava às cicatrizes de um amor vivido – e já resolvido. Tratava-se do medo de se encarar novamente, de se arriscar de fato, por o peito a perigo.
Um dia, provavelmente de chuva, perdido em uma cidade desconhecida, onde já havia praguejado todos os deuses de todas as crenças, eis que de assalto o medo lhe toma o corpo e lhe arrebata a alma. Era desejo, paixão... era o amor, de novo, pedindo licença para passar, pedindo baixa de guarda para poder adentrar.
Havia a descrença, o auto-engano, má-fé consigo mesmo do que estava acontecendo – era tarde demais.
Todavia, preferiu não ver. Fechou os olhos e sofreu – em doses homeopáticas.

Amon

2010-08-30

Contigo Aprendí

Passei todo o dia com essa música na cabeça " Contigo aprendí"... Lembrava sempre na voz de luis Miguel, ou daquela versão de Kubacan ( do José Feliciano, infelizmente não encontrei).. Achei essa versão dessa cantora Tcheca (cantando em espanhol) muito boa... Ainda há versão lindíssima na voz de Rosário ( a la mexicana - a mi me gusta mucho). Clássico... um clássico.



"Contigo aprendí"
Contigo aprendí
Que existen nuevas y mejores emociones
Contigo aprendí
A conocer un mundo nuevo de ilusiones
Aprendí
Que la semana tiene más de siete días
A hacer mayores mis contadas alegrías
Y a ser dichosa yo contigo lo aprendí
Contigo aprendí
A ver la luz del otro lado de la luna
Contigo aprendí
Que tu presencia no la cambio por ninguna
Aprendí
Que puede un beso ser más dulce
Y más profundoQue puedo irme mañana mismo de este mundo
Las cosas buenas ya contigo las viví
Y contigo aprendí
Que yo nací el día en que te conocí.


Ando emotivo esses tempos...

=D

Tô muito bem, obrigado.

2010-08-20

Wowowowow

Lá dos Normandos... Robyn
Curti ela..
Estranha..
Enfim..
Dançando sozinho? Aonde.. negada! Vamo dançar junto!
:P


2010-08-16

Escolher,   ou   não.

A Partilhar convosco.




341. O maior dos pesos. - E se um dia, ou uma noite, um demônio aparecesse furtivamente em sua mais desolada solidão e dissesse: “Esta vida, como você a está vivendo e já viveu, você terá de viver mais uma vez e por incontáveis vezes; e nada haverá de novo nela, mas cada dor e cada prazer e cada suspiro e pensamento, e tudo o que é inefavelmente grande e pequeno em sua vida, terão de lhe suceder novamente, tudo na mesma sequência e ordem – e assim também essa aranha e esse luar entre as árvores, e também este instante e eu mesmo. A perene ampulheta do existir será sempre virada novamente – e você com ela, partícula de poeira!” - Você não se prostraria e rangeria os dentes e amaldiçoaria o demônio que assim falou? Ou você já experimentou um instante imenso, no qual lhe responderia: “Você é um deus e jamais ouvi coisa tão divina!” Se esse pensamento tomasse conta de você, tal como você é, ele o transformaria e o esmagaria talvez; a questão em tudo e em cada coisa, “Você quer isso mais uma vez e por incontáveis vezes?”, pesaria sobre os seus atos como o maior dos pesos! Ou o quanto você teria de estar bem consigo mesmo e com a vida, para não desejar nada além dessa última, eterna confirmação e chancela?

Nietzsche: A Gaia Ciência



2010-08-15

Muito Obrigado

Muitíssimo obrigado pelo seu amor

Pois só você deu-me chão
Quando tudo era vazio
Deu-me a mão
Quando caia ...

Acalentou o peito
Expulsando todo frio
Mostrou um mundo mais perfeito...



Oh thank you for your love
Thank you for your love
When all is falling in the seizure of pain
Oh thank you for your love

Thank you for your love
Thank you for your love
When I was lost in the dark blackness
Oh thank you for your love

I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh

Thank you

Thank you for your love
Thank you for your love
When my mind was broken into a thousand pieces
Oh thank you for your love

I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh

Thank you
I thank you
Antony And The Johnsons

2010-08-02

Revisitado

Me (Revisited)

Todos os dias
Eu me visito
E sirvo-me um chá de ervas
Secas, velhas...
(Ou um café mal passado).

Todos os dias
Eu me revisto
E acho nos bolsos
Rotos, rasgados,
Do paletó amarrotado:

O mesmo amor,
A mesma rotina,

A mesma felicidade clandestina.

Teco Sodré


2010-07-28

Erro.

Recebi por email, achei legalzinho e como toda crônica "esclarecedor", melhor, constatador daquilo que nos é tão visível.

Posso Errar?

Por Leila Ferreira

Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”.
Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, super oleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?

O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.

E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.

Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.

O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.

Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro "Mulheres – Por que será que elas..."

2010-07-26

Manu Chao - Me gustas tu

e

e

Qué voy Hacer?

Qué horas son mi corazón?

A la bi.. A la bam...

2010-07-22

Elogio à Loucura

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Um dia,   paramos e nos perguntamos:

- “De onde viemos,   o que somos para onde vamos?”

Eis que estão as três perguntas que movem o mundo e num plano micro nós mesmos. Ainda que, muitos não se pergutem essas coisas ou as não faça em conjunto, tem-se a certeza da real efetividade que elas promovem.  Porquanto a partir delas o que nos rodeia ganha forma, referência e até conteúdo.

Criamos histórias das mais fantasiosas para podermos ir seguindo, porque parar já não é mais permitido (nem sei se alguem dia já fora).  Pomos nossos valores, desejos na necessidade de nos colocarmos no mundo, para que eles nos faça sentido e assim nos sintamos à vontade, libertos dos nossos medos, da nossa mente.

E é na mente que tudo começa e tudo se finda. Que o nosso corpo reconhece as coisas, que nos faz andar, nadar, senti, sermos “semi-autômatos” e ainda criar a ideia que somos senhores de tudo embebidos na nossa “vã” arrogância, tão pretérita na condição de ser humano.

loucura1

Somos uma tábua rasa a qual vamos nos condicionando, ou não; aceitando, ou não; estabelecendo, ou não… e assim, criando a “tal” personalidade própria, individual e intrínseca de cada indíviduo.Somos tão parecidos e tão diferentes! Uma lógica aparentemente falsa, visto que estamos partindo de um referencial tão diverso com 06 bilhões de vidas.  E isso é fantástico e aterrorizante.

Muitos foram atrás do que éramos, de onde viemos e nos supreendem até hoje – cada vez mais – de tal forma que, existem aqueles que preferem não crer, mesmo diante de fatos diante de seus olhos, à prova de todos os seus sentidos. Não aceitar é mais fácil, dá estabilidade e evita-se riscos.Outros tentam entender qual a sua condição nesse planeta, ontologia, para não acreditar piamente naquilo que seus sentidos teimam em afirmar e que sua teimosia teima em não aceitar ou não entender. Há ainda os que caem na empreitada de nos projetarmos para além da matéria, do vestígio, do palpável. Seremos parte do cosmos? Reencarnaremos suscetivamente? Carbono? Pó?…

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Diante de tudo isso, eu me pergunto:

- De onde venho, o que sou e para onde vou?

E sem cair no plano metafísico, ficando aqui com o pézinho no chão. Cobro-me uma resposta.

Eu já quis “Ir-me embora pra Pasárgada”. Mas era longe demais e o caminho não muito claro.

Diga-me Chérie, que assim como Alice. Devo caminhar para onde eu queira chegar. Todavia, há tantos caminhos. Mas aos poucos, cada vez mais, menos fárois fazem sentido.

Amon

 

“Não tem quem te elogie? Elogia-te a ti mesmo”

“Sem alegria, a vida humana nem sequer merecia o nome de vida. Mergulharíamos na tristeza todos os dias, sem com essa espécie de prazeres  não dissipássemos  o tédio que parece ter nascido conosco.”

“Dizei-me por obséquio: um homem que odeia a si mesmo poderá, acaso, amar alguém?”

Por Loucura, em Elogia à Loucura de Eramos de Rotterdam.

A parti de hoje, darei uma dica de livro e filme para mês. Parece pouco, mas é o tempo que me resta. De cara ofereço: Elogio à (ou da) Loucura, de Rotterdam. Pequeno, conciso e muito bom, divertido. E um filme: sansom and dalilah (Snão e Dalila), 2009 -  filme australiano que mostra a relação do homem aborígene em uma Austrália atual, melhor a falta de relação dele. (Muito bom)