
Werther, em Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774). É um romance de Johann Wolfgang von Goethe.

Sou profissional do sofrimento
Professor do sentimento
Do amor fui artesão
Mestre do viver já fui chamado
Conselheiro do reinado
Cujo rei é o coração
Mestre do viver já fui chamado
Conselheiro do reinado
Cujo rei é o coração
Quebrei do peito a corrente
Que me prendia à tristeza
Dei nela um nó de serpente
Ela ficou sem defesa
Mas não fiquei mais contente
Nem ela menos acesa
Tristeza que prende a gente
Dói tanto quanto a que é presa
Abre meu peito por dentro
O amor entrou como um raio
Saí correndo do centro
Dentro do vento de maio
Dentro do vento de maio

Um dia, eu descobrirei que só fiz escolhas corretas. E que todas as lágrimas derramadas, os soluços engolidos, a raiva exasperada, o corpo cansado da espera, a inocência perdida, a malícia praguejada...
Daqui a alguns anos, pararei em alguma praça, em algum lugar do mundo - que tenha árvores frondosas e crianças gritando e correndo -, saberei o quanto fui feliz e que cada ruga, cicatriz presente em meu corpo, nada mais é do que a prova do trabalho do tempo.
As crises de existência, os ataques de histerismo, todo o festival de insanidades... Nada mais eram do que artimanhas criadas por mim mesmo para tornar tudo tão mais difícil.
- E tudo parece tão difícil.
Amon
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.