Ontem eu fiz a minha segunda fase da OAB. Como já era de esperar, foi um vendável de sensações de confusões, mas com aquela cara de nada acontece, nada permeia. Foram quase cinco horas de prova, em que o candidato tem de demonstrar proeficiência na prática jurídica. No caso, eu deveria demonstrar que estava apto a virar um “AdEvogado”. E sinceramente? Acredito que eu vá passar nessa prova, mas não que eu esteja apto a advogar e a defender os direitos das outras pessoas. Porque tão somente o que um advogado faz: defender o direito alheio, porque o seu raramente ele põe na reta.
Sentando aqui no sofá num calor saariano que esse lugar faz, o corpo ainda molhado do banho gelado, na tentativa de se despir do calor. Tentativa insana, porque é mais fácil se despir de tudo, das roupas, dos pensamentos, das indagações, mas o calor, aqui, sempre te faz presença marcante. E sentado, preste a dormir, pois já passam das 23 e 30 e amanhã tenho estágio na procuradoria... me veio algumas lembranças de algumas situações por qual passei. Por todos os lugares por onde andei e me caiu a ficha. Tim tim dentro da caixa registradora. Já nasci campeão, um vencedor de mim mesmo, que a maior lugar que pode-se encontrar na vida. Quando seu eu é seu maior inimigo, sabendo de todos os seus pontos fortes e fracos dele. E por conseguinte, você também o sabe dele, mas mente para si próprio. Finge não ver. Cega-se na tentativa de melhorar as coisas.
Estive aqui, estive lá... quando voo pelo litoral... assim diz a música da banda argentina “Entre Ríos”, que embora não retrate de todo minhas andanças por aí, mas expressa meu amor profundo pelo litoral.. pelo mar.
Menino Homem. O dia chegou.

