2009-07-22

Acerca do Amor...

Acerca do Amor... (22/07/09)



Eu me conformo em viver menos
Para não ter que morrer tanto.
E caio em paixões, suplicando-me para não
Me enamorar.
Tento representar aquele que não espera,
O que chega atrasado.
Mas nesse jogo eu perco sempre.
Todas as coisas que eu faço, acabo
Sempre sem ter o que fazer, pontual,
Até mesmo adiantado.

Amo pouco com medo do risco da separação.
Que Eros sentiu em pele
Na companhia da Inquietude e da Tristeza.
Que é a vivência da morte, da perda
Numa situação de vida.
E morre-se de várias maneiras:
Amar sem ser amado, deixar de amar e não ser mais amado,
Ser obrigado à separação...
Os amores longos ainda sofrem da morte pelo tempo. Que
Muda todas as pessoas e essa modificação
acaba por matar o amor.
Quando grave, faz-se o luto. Um tempo para se reestruturar. O tecido do
Seu ser ainda passa pelo ser do outro.

Tenho medo do amor e das suas complicações. Quando se perde
O equilíbrio da razão e da emoção; se vão. Só fica o desajuste das coisas,
Da vida. Imperando o ego: um querendo
ser mais que o outro; Ou, os dois
não querendo ser nada... A adaptação de Procusto nos colocando
um a um em sua cama de ferro. O ciúme de Marcel... pois sou ciumento.
Logo, sofro quatro vezes: porque sou ciumento,
porque me reprovo em sê-lo,
porque temo que meu ciúme machuque o outro,
porque me deixo dominar por uma banalidade:
sofro por ser excluído,
por ser agressivo,
por ser louco
e por ser comum.



Amon Paiva

Um comentário:

* disse...

OI
Esta muy bonito y triste a la vez, pero me gusta mucho..
cuidate muchote
ya sabes se te kiere por aka