Um dia, paramos e nos perguntamos:
- “De onde viemos, o que somos para onde vamos?”
Eis que estão as três perguntas que movem o mundo e num plano micro nós mesmos. Ainda que, muitos não se pergutem essas coisas ou as não faça em conjunto, tem-se a certeza da real efetividade que elas promovem. Porquanto a partir delas o que nos rodeia ganha forma, referência e até conteúdo.
Criamos histórias das mais fantasiosas para podermos ir seguindo, porque parar já não é mais permitido (nem sei se alguem dia já fora). Pomos nossos valores, desejos na necessidade de nos colocarmos no mundo, para que eles nos faça sentido e assim nos sintamos à vontade, libertos dos nossos medos, da nossa mente.
E é na mente que tudo começa e tudo se finda. Que o nosso corpo reconhece as coisas, que nos faz andar, nadar, senti, sermos “semi-autômatos” e ainda criar a ideia que somos senhores de tudo embebidos na nossa “vã” arrogância, tão pretérita na condição de ser humano.
Somos uma tábua rasa a qual vamos nos condicionando, ou não; aceitando, ou não; estabelecendo, ou não… e assim, criando a “tal” personalidade própria, individual e intrínseca de cada indíviduo.Somos tão parecidos e tão diferentes! Uma lógica aparentemente falsa, visto que estamos partindo de um referencial tão diverso com 06 bilhões de vidas. E isso é fantástico e aterrorizante.
Muitos foram atrás do que éramos, de onde viemos e nos supreendem até hoje – cada vez mais – de tal forma que, existem aqueles que preferem não crer, mesmo diante de fatos diante de seus olhos, à prova de todos os seus sentidos. Não aceitar é mais fácil, dá estabilidade e evita-se riscos.Outros tentam entender qual a sua condição nesse planeta, ontologia, para não acreditar piamente naquilo que seus sentidos teimam em afirmar e que sua teimosia teima em não aceitar ou não entender. Há ainda os que caem na empreitada de nos projetarmos para além da matéria, do vestígio, do palpável. Seremos parte do cosmos? Reencarnaremos suscetivamente? Carbono? Pó?…
Diante de tudo isso, eu me pergunto:
- De onde venho, o que sou e para onde vou?
E sem cair no plano metafísico, ficando aqui com o pézinho no chão. Cobro-me uma resposta.
Eu já quis “Ir-me embora pra Pasárgada”. Mas era longe demais e o caminho não muito claro.
Diga-me Chérie, que assim como Alice. Devo caminhar para onde eu queira chegar. Todavia, há tantos caminhos. Mas aos poucos, cada vez mais, menos fárois fazem sentido.
Amon
“Não tem quem te elogie? Elogia-te a ti mesmo”
“Sem alegria, a vida humana nem sequer merecia o nome de vida. Mergulharíamos na tristeza todos os dias, sem com essa espécie de prazeres não dissipássemos o tédio que parece ter nascido conosco.”
“Dizei-me por obséquio: um homem que odeia a si mesmo poderá, acaso, amar alguém?”
Por Loucura, em Elogia à Loucura de Eramos de Rotterdam.
A parti de hoje, darei uma dica de livro e filme para mês. Parece pouco, mas é o tempo que me resta. De cara ofereço: Elogio à (ou da) Loucura, de Rotterdam. Pequeno, conciso e muito bom, divertido. E um filme: sansom and dalilah (Snão e Dalila), 2009 - filme australiano que mostra a relação do homem aborígene em uma Austrália atual, melhor a falta de relação dele. (Muito bom)
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