Era tudo.
Não há mais o sorriso
bobo perdido pela casa
Nem a espera sem compromisso
da chegada.
O toque repentino do celular
Nem as brigas constantes por nada.
Não há mais o banho de mar
Ao sol a pino
Os gostos sortidos de amor
de comida
de prazer
de corpo.
O frio da madrugada
E a pele quente...
Quente, quente.
O conhecer a cidade
O reviver das idades
O vento na cara
Os olhos,
As verdades deles.
A mentira não negada...
Nada há mais nada.
O bate um vazio perto das 15hs
O cotidiano se mostra mais forte
Do que nunca.
Era a hora mais pretendida
A mais desejada.
Hoje, tenta ser esquecida...
Está deslocada.
Num estado de loucura
Escuta-se o telefone tocar
A campainha soar.
A razão se esconder.
A casa já não respira igual
...
Amon
(aprendi a te amar profundamente, mas tive de partir.)
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