2011-07-12

Aos homens de boa-fé

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Venho aqui meus caros falar sobre a minha grande insatisfação com o meu mundo. O que eu fiz e criei, bem como construí até então. Envergonho-me de todo esse festival de nada a ver que eu tentei me convencer que era a minha vida, que esses detalhes eram os mais importantes ou mais significativos - pura mentira, hipocrisia mesmo.

Bem verdade que há em mim um sofrimento diário que eu imagino, por vezes, ser até um tipo de doença ou algo do tipo. Há um sentimento (quem nem sei se é amor) que me perturba nas entranhas. Que me machuca. Que me salva. Que me alivia.

Olho e já não me enxergo faz tempo. Na verdade, faz muito tempo. Tanto tempo que mal tenho lembrança desse tempo. Tenho estado extremamente nostálgico. Outro dia, fui à igreja tenha encontrar algum tipo de paz, de conforto e lá encontrei os meus tempos de escola. Mal me importa muito o que o padre dizia e como dizia, mas o ressuscitamento de algumas memórias, que provavelmente teriam ficado perdidas... Foi bom.

Olho para a minha mãe e tenho uma vontade imensa de deitar em seu colo e despejar todos os meus problemas, as minhas angústias. Na certeza que ela não vai resolver nada. Mas que vai tocar meus cabelos e dizer que tudo vai dá certo. E como essa certeza é mais certa do que todas as outras. Contudo, eu mesmo me reprimo de tal atitude. Por quê? Nem sei... medo talvez.

De raiz, lá no início da coisa, eu tenho um problema que tem que tirado boa parte do meu dia. Eu tenho gozado fisicamente, mas a cabeça não faz o mesmo. Não sei seu eu tô racional em demasia. Ou tudo que acontece lá fora não mexe, não choca, não satisfaz. Vai ver tô vivendo uma crise de autismo ou qualquer coisa do gênero. Não entendo muito bem as coisas. Mas é triste. E quando fico triste eu deixo todas as minhas insatisfações tomarem conta de mim... Aí é um prejuízo só. É um choro no meio de um conversa ou, quem sabe, comprando pão na padaria... e do nada ela vem sorrateira – O corpo precisa por pra fora.

Acho que escrever deve ajudar a reconhecer toda essa gama de sandices. Mas se alguém puder me ajudar, me diz como se mata um amor? Eu li que a quebra da admiração é o primeiro passo. Será? [1,2,3... câmbio (tentando finalizar)].

Na minha cabeça vem agora a sensação de correr. Correr desesperadamente: rua do mar-sem-fim. Do Mar-Sem-Fim. Posso eu correr? Preciso correr riscos.

Saudações aos homens de boa-fé.

AMon

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