Tu?
Não vales nada!
Es a escória de todo um povo
louco e sandio.
Tu?
que adiante não serás lembrado
pelos teus semelhantes
Que não tem nem o sangue de infante
Que não es nada
de nada.
Então,
Tu jovem sonhador,
Que farás agora?
Que em tempo de meia hora
Hás de correr o mundo
mais rápido que o segundo.
Que não tens nada a perder
Pois não é do teu querer
Ser mais do que um vagabundo.
Em dias de lutas massantes
Em dias de coros corridos
Em dia de sol agoniante
Tens os olhos tolhidos.
Não há o que perder
Porque não há nada em ti - senhor.
Basta um tal de querer,
Por que não consentir?
Amon
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