A vida vai passando e as perguntas que outra eram as confortantes, hoje nem importam mais. Surgem novos fatos, novos momentos, uma nova vida que surge e ressurge a cada pisar, olhar… enfim, a cada seguir em frente ou olhar para trás e ficar estasiado com o que fizem ou deixamos de fazer.
Eu adoraria querer não querer tantas coisas mas parece que essa vida tola sempre nos atém para aquilo que parece impossível e quando tudo que pedimos nos aparece a frente passamos como um olhar indiferente para aquilo seria a “nossa felicidade”.
É tempo de choro. É tempo.
Ta…tá
Meus olhos olham aquilo que deveria buscar
impacientes se refugiam em si, buscando pensamentos
rememorando momento. Medrosos.
Meus olhos te olho e te buscam, te vasculham. Não te percebem, nem te entedem. Te amam.
Diante do precipício a cabeça não pira e vai
entorpece e fica, bebada, tristonha e mais infeliz do que antes.
É burra.
Seus olhos seguem vermelhos
Meus olhos mais escuros, perdidos. Medrosos.
Seus olhos somem. Cá estão os meus.
Há a lembrança. Estão a se perguntar donde se perderam dos seus.
Amon Paiva 01/05/2012
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