2012-05-01

Seguindo

A vida vai passando e as perguntas que outra eram as confortantes, hoje nem importam mais. Surgem novos fatos, novos momentos, uma nova vida que surge e ressurge a cada pisar, olhar… enfim, a cada seguir em frente ou olhar para trás e ficar estasiado com o que fizem ou deixamos de fazer.

Eu adoraria querer não querer tantas coisas mas parece que essa vida tola sempre nos atém para aquilo que parece impossível e quando tudo que pedimos nos aparece a frente passamos como um olhar indiferente para aquilo seria a “nossa felicidade”.

É tempo de choro. É tempo.

Ta…tá

 

Meus olhos olham aquilo que deveria buscar

impacientes se refugiam em si, buscando pensamentos

rememorando momento. Medrosos.

Meus olhos te olho e te buscam, te vasculham. Não te percebem, nem te entedem. Te amam.

Diante do precipício a cabeça não pira e vai

entorpece e fica, bebada, tristonha e mais infeliz do que antes.

É burra.

Seus olhos seguem vermelhos

Meus olhos mais escuros, perdidos. Medrosos.

Seus olhos somem. Cá estão os meus.

Há a lembrança. Estão a se perguntar donde se perderam dos seus.

Amon Paiva 01/05/2012

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