2009-05-19

É, é.. é...


Coeso, possessivo, ríspido.

Sinto como se nossa relação não tivesse tido tempo de se desenvolver, acabou mesmo antes de começar. Morreu no titubear das coisas. E me faço consciente de que estou responsável por tudo. Pela falta de prosseguimento, de perspectivas. Poderia ter sido muito mais do que muito foi.
Meus olhos procuram olhar adiante, mas rio da imbecilidade das coisas. É tudo tão banal, trivial que não sei se posso fazer algo além de rir. Complicamos, complico tudo. Besteiras, falta de amadurecimento. Não sou de cimento; sou bobo, chorão, apesar de as lágrimas não serem as verdades mais constantes em mim. Guarda-se. Haverá tempo de mostrá-las ao mundo.
Estava vendo "Garfield" e todo o seu mau-humor, pensei em mim e não me encontrei. Sou chato, mas não "mal-humorado". Ri. Lembrei dos "Teletubbies" e do” Dragon Ball...", e do Pokémon (dos Digi também)... Todo um festival de lembranças de desenhos, animações que me acompanharam por muito tempo. Às vezes, penso (e me dizem) que cresci demais, mas quando me vejo em besteiras e sandices, confirmo que isso tudo é besteira pouca... É coisa por demais.
Não sou “pop”, mas sou do tipo “sociável”. Vou convivendo, relevando, absorvendo. Só não admito que achem que sou babaca, idiota. Em minha testa há um NEON “Idiota”... Só. Não coisa mais oportuna que rir. E se rir também faz bem. “Dá a Cezar o que é de César”... Já dizia Jesus Cristo.
Ponto Novo.

Amon Paiva

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