E acorda, come e bebe
Vai à rua
É a rotina
E se veste
Põe a roupa de dormir
Fecha-se as cortinas.
E se ama e ama
O outro e vive
Como ninguém
Beija, se aproveita
De outrem.
Em mim há o repúdio
E a lágrima do bom moço
Em mim a vida sempre explode
E alguém morre
O corpo escorre
E cai no poço.
Um estorvo
Pequenino
É um menino
Querendo Atenção.
Que maltrata
Toda gente
Ao seu redor
Egoísta de coração.
E se ama, corre e finge
E se esconde
Em meio à escuridão
Multifaces
É o senhor das artes
Da ilusão.
E os porcos sempre
Invadem a primavera
Espantando o verão
E te matam
Pobre vítima esquecida
Rei da estação.
Um menino que não sabe o que é
Parece uma muralha que não quebra
Que não sonha, que cresceu demais
Sem humor
Traidor
Ferino, maldito
Alusão de satanás.
E se esconde, finge, corre para onde a
Segurança está. É tão frágil que
Que a brisa pode lhe cortar.
É tão bobo, sofre como louco.
Não sabe chorar.
Um menino solitário, vazio a vagar. E acorda, come e bebe
Vai à rua
É a rotina
E se veste
Põe a roupa de dormir
Fecha-se as cortinas.
E se ama e ama
o outro e vive
Como ninguém
Beija, se aproveita
de outrem.
Em mim há o repúdio
E a lágrima do bom moço
Em mim a vida sempre explode
E alguém morre
O corpo escorre
E cai no poço.
Um estorvo
Pequenino
É um menino
Querendo Atenção.
Que maltrata
Toda gente
Ao seu redor
Egoísta de coração.
E se ama, corre e finge
E se esconde
Em meio à escuridão
Multifaces
É o senhor das artes
da ilusão.
E os porcos sempre
invadem a primavera
Espantando o verão
E te matam
Pobre vítima esquecida
Rei da estação.
Um menino que não sabe o que é
Parece uma muralha que não quebra
Que não sonha, que cresceu demais
Sem humor
Traídor
ferino, maldito
Alusão de santanás.
E se esconde, finge, corre para onde a
Segurança está. É tão frágil que
que a brisa pode lhe cortar.
É tão bobo, sofre como louco.
Não sabe chorar.
Um menino solitário, vazio a vagar.
Amon Paiva
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