2009-06-10

É a vida, meu bem



"É a vida, meu bem. É a vida."


E acorda, come, bebe
Vai à rua
É a rotina
E se veste
Põe roupa de dormir
Fecham-se as cortinas.

E se ama e ama
O outro e vive
Como ninguém
Beija, se aproveita
De Outrem.

Em minha vida há o repúdio
E a lágrima do bom moço
Em mim, a vida sempre explode
E alguém que morre
O corpo escorre
E cai no poço.

Um estorvo
Pequenino
É um menino
Querendo atenção.

Que maltrata
Tanta gente
Enrededor
Egoísta de coração.

E se ama, corre, finge
E se esconde
Em meio à escuridão.
Multifaces
É o senhor das artes
E da ilusão.

E os porcos sempre
Invadem a primavera
Espantando o verão
E te matam
Pobre vitima esquecida
Rei da Estação.

Menino que não sabe o que é
Parece uma muralha de Roma
Que não sonha, que cresceu demais...

Sem humor
Sem gosto pelo doce
Traidor
Ferino, maldito
[...](Deixa Barrabás)

E se esconde, finge, corre para onde a segurança está. É tão frágil que um simples olhar pode o matar.
É tão bobo, sofre como louco.
Não sabe chorar.
É só mais um menino vazio e solitário a vagar.
Amon

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