
"É a vida, meu bem. É a vida."
E acorda, come, bebe
Vai à rua
É a rotina
E se veste
Põe roupa de dormir
Fecham-se as cortinas.
E se ama e ama
O outro e vive
Como ninguém
Beija, se aproveita
De Outrem.
Em minha vida há o repúdio
E a lágrima do bom moço
Em mim, a vida sempre explode
E alguém que morre
O corpo escorre
E cai no poço.
Um estorvo
Pequenino
É um menino
Querendo atenção.
Que maltrata
Tanta gente
Enrededor
Egoísta de coração.
E se ama, corre, finge
E se esconde
Em meio à escuridão.
Multifaces
É o senhor das artes
E da ilusão.
E os porcos sempre
Invadem a primavera
Espantando o verão
E te matam
Pobre vitima esquecida
Rei da Estação.
Menino que não sabe o que é
Parece uma muralha de Roma
Que não sonha, que cresceu demais...
Sem humor
Sem gosto pelo doce
Traidor
Ferino, maldito
[...](Deixa Barrabás)
E se esconde, finge, corre para onde a segurança está. É tão frágil que um simples olhar pode o matar.
É tão bobo, sofre como louco.
Não sabe chorar.
É só mais um menino vazio e solitário a vagar.
Amon
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