2009-08-05

Ninguém

Ninguém é como parece.
Os olhos avistam,
O desejo entorpece.

Ninguém é a promessa feita,
Em dia de despedida.
Porquanto a solidão espreita,
Abarca toda àquela vida.

Os sonhos são pequenos
Para dois.
As lembranças são retratos
Do finito.
O beijo, a magia que se foi.
Celebrado em choro, agonia e grito.

Solitude, eterna companheira.
Que vive em meus pensamentos,
Põe na vida estrada derradeira.
Finda de meu coração esse sofrimento.

Amon Paiva

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