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2009-11-26

Any day else?

paulo-barbaros_DOces_barbaros Eu não entendo por que as pessoas não gostam de Gal, Gil, Caetano e Bethânia. Mas gostam do povo do “Woodstock”. Eu tava vendo a pouco o dvd dos “Doces Bárbaros” (1976)… Pow Muito bom. Eu consigo ver a mesma coisa nos dois momentos de “contra-cultura”. Apesar de não gostar do povo do woodstock (só do Santana). Download do DVD e do CD (torrent) / Esotérico

Tenho de ler alguma coisa sobre diminuição da Maioridade Penal.. Mas tô sem saco.

Ah… Minhas aulas foram suspensas! Até 2010? Jesus! Eu acho que o Correio da Bahia tá errado… Pow, me disseram que tem um reunião dia 30 pra ver o que fazer, mas o Correio lançou isso: Violência faz Uneb de Camaçari suspender aulas até fevereiro de 2010. Enfim, seja o que Deus quiser.

A possibilidade de eu me mudar pra São Paulo está cada vez mais forte. Sinto ter que deixar… mas a dor do parto é doído por demais, mas tenho de partir. Mora de novo com os pais… sensação estranha?

Garçom

1,2,3...
Garçom,
Mais uma bebida.
Desce a forte que tiver
A que traga mais emoções
A que embale corações
A que apague furacões
A que faç... O_3_Antonio_Feliciano

Graçom!
Dê-me àquela que traz o tempo perdido
O desejo querido
Jamais alcançado.
Veleidade em sentido,
Fraqueza de verdade.

Garçom...

Segure-me a alma
Que ela quer fugir,
Traz àquela da outra vez
Daquela.. daquela outra
Que eu estive aqui.
Era doce, cor-de-rosa
Cheirava amor - um doce odor...

Garçom, por favor...

Amon

Canção indicada por André.

Uma visão da Grande Bahia – Das andanças por Salvador…

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“Triste Bahia, oh, quão dessemelhante…
Estás e estou do nosso antigo estado
Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado
Rico te vejo eu, já tu a mim abundante
Triste Bahia, oh, quão dessemelhante
A ti tocou-te a máquina mercante
Quem tua larga barra tem entrado
A mim vem me trocando e tem trocado
Tanto negócio e tanto negociante” Caetano Veloso

Letra completa Download da canção

A-mão meu filho, dá A-mão… =)

2009-11-02

Tocar...


Tocar... (04/03/07)

Era tarde de sábado, fazia sol lá fora
E seus olhos mal podiam olhar pra mim
Estavam negros, mas negros de vergonha
Buscavam redimir-se com os olhos meus.

Sua boca começou a sibilar
Sair um sorriso fraco, quase falso
No começo, as palavras eram fracas
Tão fracas que se iam antes de
Chegarem a mim.

Seu rosto estava um pouco rosado
Sua respiração mais profunda que
O habitual.
Suas mãos ficaram pálidas, gélidas.
Aos poucos, levantou-se.

Respirou um pouco, sentou-se.
Seus olhos já não encontravam os meus.
Sua boca voltou a falar.


Começou pedindo desculpas
E escusas sem necessidade.
Vi seu corpo se vestir em nuvens
Prontas para descarregar.
Mas assim não foi feito.
Forte e confiante, adiante seguiu.

Parou um pouco pra pensar
E disse estar em confissão
Pediu um pouco de calma
E a mim deu a mão.

Em frases diretas me dizia:

- Eu gosto muito de você
Mas a amizade prevalece
Não quero te fazer sofrer
E vê se não esquece
Você é um ser especial...


Amon Paiva
Eu ando fazendo uns "reposts", na verdade, postando coisas antigas que eu acabei encontrando e que eu achei interessantes. Espero que os "fantasmas" assíduos e não-assíduos também gostem. Não sei se me parece nestes texto, mas me reconheço distante. Bem distante...

2009-11-01

Eu quero a América Latina



Eu quero a América Latina (04/03/07)


Eu quero sair pela América Latina
Eu quero o beijo da menina
Eu quero o sonho mais doce
E andar por onde quer que eu fosse


Para assim, encontrar você em todo lugar
Brincando, sorrindo, se divertindo
Sonhando, zuando, charlando

Eu, desejo tudo de bom para ti
Você que só faz o bem e só quer o bem
Quero abraças os Zapotecas, dar um
Cheiro nos Astecas e sair dessa
Hipoteca que nossa nação vive

América Latina que ainda é menina
Mas com força de mulher
Nasceu a chibatas, revoltada, mal
tratada
Sem entender como é que é
Que as coisas lá se fazem de
Modo próprio e diferente
Trabalho à base de ópio e na
Exploração de gente.

Salve Tikal e suas majestades
Os Incaicas e suas divindades
Entendam os ideogramas, anagramas
E quipus
Entender que não nada mais
Belo que olhar para o Sul.

Salve o ouro daqui arrancado
E lá enriquecido
Salve o povo de olho puxado
E um pouco enegrecido.


Quero ver todos estudando com
Ensino de igualdade, de qualidade
Saber que o sonho do menino
Tem chance de realidade.

Quero Che na escola de samba
Quero Allende nas Vallenatas
Quero Cuzco nas letras de bamba
E você nas batidas de lata.

Dançar um tango em Sierra Maestra
Espantando o capital que adestra
Ver o Atacama em sua forma mais
Natural
Mostrando que beleza não há
Igual.

Quero o Sendero iluminando as mentes
Tornando crentes em conscientes
Quero o xaxado mesclado com salsa
E a bachata com um toque de valsa

Salve a vida, salve o povo
Desta terra exaurida a tombo
Encontrada por Colombo
Na Utopia de sua terra-ovo.

Amon Paiva

2009-10-15

Branco papel

Branco papel

Há apenas um papel diante de mim e janelas que abrem e fecham, que se batem em meus pensamentos. Muitas realidades a seguir, muitas realidades a perceber e um branco papel a ser preenchido.

Rabisco e penso se há a necessidade de se continuar naquele contorno ou se deixá-lo como está seria mais ponderado. Meus dedos vão escorrendo de lá para cá sucessivamente, já nem sei mais onde estou. Já existem lágrimas em meu rosto que mancham aquilo que escrevi sob a pureza do branco.

Paro e repenso acerca de tudo que foi posto. Uma vida cheia de diminutos, taciturnos sorrisos e um sentimento maior do mundo. As lágrimas são insistentes em correr e todo o carvão do meu lápis embrenha-se em si, sujando de todo o branco papel.

No final, já não há papel, nem escritos. Borrões. Manchas de todo um tempo que passou e se resolveu escrever. De certo, ainda há - em algum lugar - um branco papel a solicitar preenchimento.

Amon Paiva
Sem data conhecida.

É tanta gente



É tanta gente 14/10/09

Uma lotação
Um calor pungente
Um montão de gente
Amontoada.
Gente que nem parece
Gente.
Olhos que se degladeiam
Por espaço.
Que procuram a melhor
o-por-tu-ni-da-de.
Um vício ou
Uma vontade já
Solidarizada?
É tanta gente pra
Tão pouco espaço,
Que parece um monte de
Boi
Indo para o abatedouro
Com a esperança
De escapar.

É tanto suor, cheiro de pele, odor de gente, calor matante, sol a pino e passa o menino, o assaltante, o biscateiro, a dona-de-casa, o estudante, a empregada, a namorada, o porteiro, o motorista...o professor...
O doutor passa também engravatado em dia de verão, deliciado com a sua solidão e o sabor de seu ar condicionado.

Amon Paiva

Seus olhos







Seus olhos 14/10/09

Olhos negros que amarguram
Seu castigo
Que nos levam a viajar
A outros mundos.

Olhos cintilantes, cor de jambo
Pele de canela
Que nos assombra com
A sua imensidão.

Olhos que nos olhos não
Devem ser olhados.
Olhos facilmente enamorados
Olhos de moribundo, de
Anunciação.

Se de ti fossem arrancados estes olhos,
Enfim, sua alma expiaria.
Estarias libertado do seu tormento
Poderias sofrer o teu sofrimento,
Sem disfarçar por alegria.

Amon Paiva

2009-09-28

If you want to be an actress





If you want to be an actress
(28/09/09)


If you want to be an actress
Go to Hollywood
And be so sexy.
Smile when you´re sad.
And be so artificial with people.
Make scenes to make all people
Cry and forget all their nightmares.
While you haven´t got time to
Stop and think in yours.


If you want to be an actress
Work hard!
You are going to have a hard life.
Make people dream like you do.
You´ll have a million dollars
And the hotel´s walls as your friends.


Don´t leave me.
Please, don´t go.
Take me over!
I´ve got so much to offer you.
So let it be.

Dreams go away in the still
Of the night.
But scars we take forever...
Please, don´t be an actress.
Don´t go.

Amon Paiva

2009-08-25

Ainda ontem... (25/08/2009)







"A vida passa, telefono
E você já não atende mais
Será que já não temos tempo
Nem coragem de dialogar...
Ainda ontem pela praia
Alguma coisa me lembrou você
E veio a noite
Namorados se beijando
E eu estava só..."

Pingos de Amor
Kid Abelha
Composição: Paulo Diniz / Odibar

Rua Vitória

Meus sonhos me reprimem,
Condicionam,
Restrigem-me a você
Que passa, passa
Diante dos meus olhos
Tão longe de mim.

O meu relógio está parado
Procurando movimento
Para não padecer.
Meu olho olha
O seu olhado de
Não me ver...


Então, eu penso que supero
Que não mais espero
Por compreensão.
Pois compreendo seus discursos,
Seus anseios, sua reprovação.


Ainda ontem, andando por aí
Senti seu corpo colidir
Com meus pensamentos.
Na rua Vitória
Com meus lamentos
Ela parada a me ouvir...

Amon