"- Lembra o carreirinho por trás da nossa casa? Pois, não se esqueça: Se o mundo terminar de repente você sair por esse caminho".
COUTO, mia. O Último Voo do Flamingo.
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2009-12-10
2009-10-15
É tanta gente
É tanta gente 14/10/09
Uma lotação
Um calor pungente
Um montão de gente
Amontoada.
Gente que nem parece
Gente.
Olhos que se degladeiam
Por espaço.
Que procuram a melhor
o-por-tu-ni-da-de.
Um vício ou
Uma vontade já
Solidarizada?
É tanta gente pra
Tão pouco espaço,
Que parece um monte de
Boi
Indo para o abatedouro
Com a esperança
De escapar.
É tanto suor, cheiro de pele, odor de gente, calor matante, sol a pino e passa o menino, o assaltante, o biscateiro, a dona-de-casa, o estudante, a empregada, a namorada, o porteiro, o motorista...o professor...
O doutor passa também engravatado em dia de verão, deliciado com a sua solidão e o sabor de seu ar condicionado.
Amon Paiva
2009-08-30
Sorria
Eu quero que você saiba
Que não importa
Onde essa estrada vai dar
Alguém tem de ir
Você sabe que te amo
o suficiente pra te deixar ir
Você precisa de um tempo
Só
Eu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.
Por Fernando, Manoel e Luiz. Pedaços de algumas músicas indicadas por eles. =D Dia pesado hoje, cansativo. Mas acredito que essa será uma ótima semana, porém cheia. Muitas surpresas. Muitas mudanças para melhor!
2009-08-25
Ainda ontem... (25/08/2009)

"A vida passa, telefono
E você já não atende mais
Será que já não temos tempo
Nem coragem de dialogar...
Ainda ontem pela praia
Alguma coisa me lembrou você
E veio a noite
Namorados se beijando
E eu estava só..."
Pingos de Amor
Kid Abelha
Composição: Paulo Diniz / Odibar
Rua Vitória
Meus sonhos me reprimem,
Condicionam,
Restrigem-me a você
Que passa, passa
Diante dos meus olhos
Tão longe de mim.
O meu relógio está parado
Procurando movimento
Para não padecer.
Meu olho olha
O seu olhado de
Não me ver...
Então, eu penso que supero
Que não mais espero
Por compreensão.
Pois compreendo seus discursos,
Seus anseios, sua reprovação.
Ainda ontem, andando por aí
Senti seu corpo colidir
Com meus pensamentos.
Na rua Vitória
Com meus lamentos
Ela parada a me ouvir...
Amon
2009-08-14
Há muitas violetas velhas sem um colibri

Há muitas violetas velhas sem um colibri
...Se é muito tarde para amar você.
E me doi, como me doi ter em minha mente somente a sua imagem, seu riso.
Me incomoda. Me faz padecer. Tento esquecer e quanto mais tento esquecer, mais lembro e me lembro e lembro...
Quantas vezes chorei. Quantas vezes me perdi tentando te encontrar. E continuei me perdendo, até quando achei normal não encontrar nada...
Não tenho muito tempo, tenho medo de ser um só. Tenho medo de ser só um, alguém para se lembrar... Deixei que tudo desaparecesse, perto do fim não pude mais encontrar. Inevitavelmente, o amor ainda estava lá...
Desço dessa solidão, espalho coisas sobre o chão de giz. Há meros devaneios tolos a me torturar, fotografias velhas recortadas em jornais e folhas, amiúde.
Paro-me Olhando sua fotografia, todas as coisas de agora e do passado... Eu nunca me senti tão só, eu só gostaria que você me demonstrasse amor.
A insensatez que você fez, coração, mas sem cuidado. Fez chorar de dor o seu amor, um amor tão delicado. Então, é doce morrer no mar. Nas ondas verdes do mar...
A noite que não veio, foi de tristeza pra mim. Saveiro voltou sozinho. Triste noite foi pra mim...
Ligeiramente machucado caiu tão fundo nessa relação. Primeira vez, que o amor bateu de frente comigo. Será que você sente tudo que sinto por você?
Pois, nada ficou no lugar. Eu quero quebrar essas xícaras. Eu quero acordar sua família. Eu quero entregar suas mentiras, queria falar sua língua. Eu vou escrever no seu muro e violentar o seu gosto, eu quero roubar no seu jogo. E é pra ver se você volta, e é pra ver se você vem...
Mas não diz não. Os tempos vão. Foram-se os tempos e agora te calas, tu já não falas se falas de amor. Se tens as malas prontas não finjas...
Porque já não se ver o seu sorriso ao amanhecer. Porque já não sou mais seu bem-querer. Ser amigo quando tudo acaba. Ser amigo quando tudo te põe triste. Sairá dentro de mim como uma noite de inverno que se finaliza. Sei que me amavas e agora é tão tarde, sei que me amavas e agora é saudade, no nosso filme o fim será triste. Eu não quero ver...
Eu não peço desculpa e nem peço perdão. Não, não é minha culpa essa minha obsessão. Já não agüento mais ver o meu coração, como vermelho balão chutado e sangrando pelo chão. Eu não quero a hora do adeus. Nós já viramos essa página? Me deixe apenas nossas lágrimas, de repente, eu me tornei um estranho pra você. Doi no meu coração. Amanhã talvez, longe em outro lugar...
Eu cada vez que vi você chegar, me fazer sorrir e me deixar. Decidido eu disse nunca mais. Mas, novamente estúpido provei desse doce amargo quando eu sei cada volta sua o que me faz. Vi Todo meu orgulho em sua mão, deslizar, se espatifar no chão. Vi o meu amor tratado assim. E eu não sei o que os meus olhos vão querer quando eu te encontrar. Com pedidos te ver vão querer chorar. Nunca me disseram o que devo fazer, quando a saudade acorda a beleza que faz sofrer. Chorar, beijar, te abraçar...
...Se é muito tarde para amar você.
E me doi, como me doi ter em minha mente somente a sua imagem, seu riso.
Me incomoda. Me faz padecer. Tento esquecer e quanto mais tento esquecer, mais lembro e me lembro e lembro...
Quantas vezes chorei. Quantas vezes me perdi tentando te encontrar. E continuei me perdendo, até quando achei normal não encontrar nada...
Não tenho muito tempo, tenho medo de ser um só. Tenho medo de ser só um, alguém para se lembrar... Deixei que tudo desaparecesse, perto do fim não pude mais encontrar. Inevitavelmente, o amor ainda estava lá...
Desço dessa solidão, espalho coisas sobre o chão de giz. Há meros devaneios tolos a me torturar, fotografias velhas recortadas em jornais e folhas, amiúde.
Paro-me Olhando sua fotografia, todas as coisas de agora e do passado... Eu nunca me senti tão só, eu só gostaria que você me demonstrasse amor.
A insensatez que você fez, coração, mas sem cuidado. Fez chorar de dor o seu amor, um amor tão delicado. Então, é doce morrer no mar. Nas ondas verdes do mar...
A noite que não veio, foi de tristeza pra mim. Saveiro voltou sozinho. Triste noite foi pra mim...
Ligeiramente machucado caiu tão fundo nessa relação. Primeira vez, que o amor bateu de frente comigo. Será que você sente tudo que sinto por você?
Pois, nada ficou no lugar. Eu quero quebrar essas xícaras. Eu quero acordar sua família. Eu quero entregar suas mentiras, queria falar sua língua. Eu vou escrever no seu muro e violentar o seu gosto, eu quero roubar no seu jogo. E é pra ver se você volta, e é pra ver se você vem...
Mas não diz não. Os tempos vão. Foram-se os tempos e agora te calas, tu já não falas se falas de amor. Se tens as malas prontas não finjas...
Porque já não se ver o seu sorriso ao amanhecer. Porque já não sou mais seu bem-querer. Ser amigo quando tudo acaba. Ser amigo quando tudo te põe triste. Sairá dentro de mim como uma noite de inverno que se finaliza. Sei que me amavas e agora é tão tarde, sei que me amavas e agora é saudade, no nosso filme o fim será triste. Eu não quero ver...
Eu não peço desculpa e nem peço perdão. Não, não é minha culpa essa minha obsessão. Já não agüento mais ver o meu coração, como vermelho balão chutado e sangrando pelo chão. Eu não quero a hora do adeus. Nós já viramos essa página? Me deixe apenas nossas lágrimas, de repente, eu me tornei um estranho pra você. Doi no meu coração. Amanhã talvez, longe em outro lugar...
Eu cada vez que vi você chegar, me fazer sorrir e me deixar. Decidido eu disse nunca mais. Mas, novamente estúpido provei desse doce amargo quando eu sei cada volta sua o que me faz. Vi Todo meu orgulho em sua mão, deslizar, se espatifar no chão. Vi o meu amor tratado assim. E eu não sei o que os meus olhos vão querer quando eu te encontrar. Com pedidos te ver vão querer chorar. Nunca me disseram o que devo fazer, quando a saudade acorda a beleza que faz sofrer. Chorar, beijar, te abraçar...
Amon
Caminhar é fácil

Caminhar nem sempre é tão difícil
Quanto parar e voltar
Tentar de novo.
Ultrapassar orgulhos.
Nem sempre é difícil
Sorrir para o futuro
E procurar esquecer o terrível
Passado guardado no quintal.
Reconstruir-se.
Procurar novas possibilidades.
Novidades.
Propor-se ao não conhecível.
Jogar-se no impalpável.
Quero poder caminhar
Sem ter que ter no passado
Um fantasma que me assombra
Que me doi o peito
Que me atordoa os pensamentos.
Sorrir para o futuro
Sem possibilizar no que poderia
Ter sido
E tentar encontrar os possíveis
Erros, que, porventura, nem existam.
Sorrir e ser amado.
Amado. E amando...
Amon Paiva
Quanto parar e voltar
Tentar de novo.
Ultrapassar orgulhos.
Nem sempre é difícil
Sorrir para o futuro
E procurar esquecer o terrível
Passado guardado no quintal.
Reconstruir-se.
Procurar novas possibilidades.
Novidades.
Propor-se ao não conhecível.
Jogar-se no impalpável.
Quero poder caminhar
Sem ter que ter no passado
Um fantasma que me assombra
Que me doi o peito
Que me atordoa os pensamentos.
Sorrir para o futuro
Sem possibilizar no que poderia
Ter sido
E tentar encontrar os possíveis
Erros, que, porventura, nem existam.
Sorrir e ser amado.
Amado. E amando...
Amon Paiva
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