2009-10-31

Doce Cheiro




Doce Cheiro (31/10/2009)

À beira de um banco
Sentindo o vento passar
Perdido em meus pensamentos
Viajando alto, quase no ar.

De repente,
Algo que me derruba
Que me põe
Estático no chão
Um cheiro
Deslumbrante
invadindo as narinas,
sugando-me o ar.

Ela vinha
De negros cabelos
Soltos adiante
Rainha em seu
Momento
Estorvo
Fascinante.

Me embriaguei
Naquele cheiro
E logo lembrei
De outrora..
Era o mesmo cheiro
Que passou,
Mas que de mim
não foi embora.

Então, eu viajei...
Relembrei
o memorável.
Apalpei o que podia.
Sorri quando solicitado.
Vivi, vivi, vi...
Tudo em mim somente alegria.

Que doce cheiro
Que em mim me traz
A lembrança da felicidade
Doce cheiro
Embreagueiro
Pegou-me de assalto
E trouxe à fantasia-realidade.
Amon Paiva
(somente a felicidade)

2009-10-24

:O uhhuauha esse negócio é mt mentiroso



Michael James Owen (Chester, 14 de dezembro de 1979) é um jogador de futebol inglês. Owen foi revelado pelas categorias de base do Liverpool e conseguiu notoriedade na Copa do Mundo de 1998 ao fazer um gol memorável contra a Argentina nas oitavas-de-final.


Mas é super divertido..
COm quem você se parece??
XD

Celebrity Collage by MyHeritage

MyHeritage: Celebrity Collage - Arvore genealogica da familia - Antepasados de la familia

2009-10-18

Da Janela


Da Janela Lateral

Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um vôo pássaro
Vejo uma grade e um velho sinal
Mensageiro natural de coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal

Você não escutou

(Você não quer acreditar)
Mas isso é tão normal

(Você não quer acreditar)
E eu apenas era

Cavaleiro marginal lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Caveleiro e senhor de casa e árvore
Sem querer descanso nem dominical
Cavaleiro marginal banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava da janela lateral
Do quarto de dormir

(Você não quer acreditar)
Mas isso é tão normal

(Um cavaleiro marginal)
Banhado em ribeirão

(Você não quer acreditar)
Mas isso é tão normal

(Um cavaleiro marginal)
Banhado em ribeirão

(Você não quer acreditar)
Mas isso é tão normal

(Um cavaleiro marginal)
Banhado em ribeirão

(Você não quer acreditar)
Mas isso é tão normal

(Um cavaleiro marginal)
Banhado em ribeirão


Isso tudo, da janela do meu quarto... =)... "Mas isso é tão normal..."

2009-10-15

Branco papel

Branco papel

Há apenas um papel diante de mim e janelas que abrem e fecham, que se batem em meus pensamentos. Muitas realidades a seguir, muitas realidades a perceber e um branco papel a ser preenchido.

Rabisco e penso se há a necessidade de se continuar naquele contorno ou se deixá-lo como está seria mais ponderado. Meus dedos vão escorrendo de lá para cá sucessivamente, já nem sei mais onde estou. Já existem lágrimas em meu rosto que mancham aquilo que escrevi sob a pureza do branco.

Paro e repenso acerca de tudo que foi posto. Uma vida cheia de diminutos, taciturnos sorrisos e um sentimento maior do mundo. As lágrimas são insistentes em correr e todo o carvão do meu lápis embrenha-se em si, sujando de todo o branco papel.

No final, já não há papel, nem escritos. Borrões. Manchas de todo um tempo que passou e se resolveu escrever. De certo, ainda há - em algum lugar - um branco papel a solicitar preenchimento.

Amon Paiva
Sem data conhecida.

É tanta gente



É tanta gente 14/10/09

Uma lotação
Um calor pungente
Um montão de gente
Amontoada.
Gente que nem parece
Gente.
Olhos que se degladeiam
Por espaço.
Que procuram a melhor
o-por-tu-ni-da-de.
Um vício ou
Uma vontade já
Solidarizada?
É tanta gente pra
Tão pouco espaço,
Que parece um monte de
Boi
Indo para o abatedouro
Com a esperança
De escapar.

É tanto suor, cheiro de pele, odor de gente, calor matante, sol a pino e passa o menino, o assaltante, o biscateiro, a dona-de-casa, o estudante, a empregada, a namorada, o porteiro, o motorista...o professor...
O doutor passa também engravatado em dia de verão, deliciado com a sua solidão e o sabor de seu ar condicionado.

Amon Paiva

Sol dos meus olhos



Sol dos meus olhos 14/10/09

Viaja, come, dorme, mora, vive
E vive enquanto viaja.
A viagem é rápida e longa,
Grande e curta;
Diante dos tamanhos das
Intempéries.
Sonha...ah...como sonha...
Teve longa vida,
Tem vida difícil.
Sorrir sempre, sempre...
Enquanto viaja e vive
Para o outros também.

É a luz da vida dos
Outros.
Que se fosse uma vela
Já teria apagado.
Mas é um sol, um
Solzão, estrela gigante
Que alumia nossos olhos.

Chora no escurinho...

E sonha... sorrir... mora, vive
Em viagem.
É o sol dos meus olhos,
É a minha mãe.

Amon Paiva